Endoscopia nasal: como o exame é feito e o que identifica

Endoscopia nasal: como o exame é feito e o que ele pode identificar

A endoscopia nasal é um exame utilizado para visualizar áreas internas do nariz que nem sempre podem ser observadas adequadamente em uma avaliação convencional. Com o auxílio de uma pequena câmera, o otorrinolaringologista consegue examinar a cavidade nasal, as regiões de drenagem dos seios da face e, dependendo da necessidade, estruturas mais posteriores.

O procedimento pode ser indicado diante de sintomas como nariz entupido persistente, secreção recorrente, sangramentos, redução do olfato, dor ou pressão na face. Além disso, ajuda a investigar alterações como inflamações, pólipos, desvios, aumento de estruturas e possíveis pontos de sangramento.

Embora o nome possa gerar preocupação, o exame costuma ser realizado no consultório e dura poucos minutos. O nível de desconforto varia, mas medidas locais podem ser usadas para tornar a avaliação mais confortável.

Endoscopia nasal: para que serve o exame?

A parte mais anterior do nariz pode ser examinada com iluminação e instrumentos simples. No entanto, algumas regiões são estreitas, profundas ou ficam atrás de estruturas internas.

A endoscopia permite visualizar com mais detalhes:

  • o septo nasal;
  • os cornetos;
  • as cavidades nasais;
  • as áreas de drenagem dos seios da face;
  • a região posterior do nariz;
  • secreções e crostas;
  • possíveis pólipos;
  • pontos de sangramento;
  • alterações após cirurgias.

O exame também pode fornecer informações sobre a origem de secreções, obstruções e inflamações. Em pacientes com sintomas persistentes, essa visualização ajuda a definir se outros exames ou tratamentos podem ser necessários.

A endoscopia é frequentemente empregada na investigação de doenças nasais e do gotejamento pós-nasal, permitindo observar o interior do nariz e da garganta com uma câmera.

Quando a endoscopia nasal pode ser indicada?

O exame não é necessário para toda queixa nasal. A indicação depende da história clínica, dos sintomas e do que foi encontrado na avaliação inicial.

Entre as situações em que pode ser solicitado estão:

  • obstrução nasal persistente;
  • dificuldade para respirar por uma ou pelas duas narinas;
  • sinusites frequentes;
  • secreção nasal prolongada;
  • perda ou redução do olfato;
  • sangramentos recorrentes;
  • sensação de secreção descendo pela garganta;
  • suspeita de pólipos nasais;
  • dor ou pressão facial recorrente;
  • acompanhamento após cirurgia;
  • investigação de corpo estranho;
  • alterações localizadas em apenas um lado do nariz.

Em pacientes com sintomas de sinusite crônica, por exemplo, o exame pode ajudar a verificar secreções, inchaço e alterações nas vias de drenagem dos seios da face.

Como a endoscopia nasal é realizada?

O paciente permanece sentado, com a cabeça apoiada ou posicionada conforme a orientação do profissional.

Antes de introduzir o aparelho, o médico pode aplicar no nariz:

  • solução descongestionante, para reduzir temporariamente o inchaço;
  • anestésico local, para diminuir o desconforto;
  • solução salina, quando há secreções ou crostas.

Em seguida, um endoscópio fino é introduzido delicadamente em uma das narinas. O aparelho pode ser rígido ou flexível e possui iluminação e câmera na extremidade.

Durante o exame, o profissional avança lentamente pelo nariz, observando as imagens em uma tela. Depois, o procedimento é repetido no outro lado quando necessário.

Em alguns momentos, o paciente pode ser orientado a:

  • respirar normalmente;
  • inspirar pelo nariz;
  • engolir;
  • falar algum som;
  • informar se sentir dor.

O objetivo não é empurrar o aparelho até causar sofrimento. A progressão é feita de forma controlada e pode ser interrompida quando houver desconforto importante.

A endoscopia nasal dói?

A maioria das pessoas descreve o exame como incômodo, mas tolerável. Pode haver sensação de pressão, vontade de espirrar, lacrimejamento ou leve ardência.

Alguns fatores podem aumentar a sensibilidade:

  • nariz muito inflamado;
  • desvio de septo acentuado;
  • crostas ou feridas;
  • cirurgia recente;
  • ansiedade;
  • pouca passagem de ar;
  • infecção ativa.

O uso de anestésico local pode reduzir o desconforto, mas nem sempre é necessário. A decisão depende da avaliação e da técnica adotada.

É importante avisar ao médico caso exista alergia conhecida a medicamentos ou histórico de reação a anestésicos locais.

O que o exame pode identificar?

A endoscopia nasal não substitui todos os exames, mas pode revelar diferentes alterações.

Inflamação da mucosa

A mucosa pode estar inchada, avermelhada, pálida ou recoberta por secreções. Esses achados podem aparecer em alergias, infecções e outras condições inflamatórias.

Secreções e sinais de sinusite

A presença e o local de saída da secreção ajudam a avaliar as vias de drenagem dos seios da face.

Sintomas como obstrução, secreção, pressão facial e redução do olfato podem estar relacionados à rinossinusite, mas precisam ser analisados em conjunto.

Pólipos nasais

Os pólipos são formações benignas associadas à inflamação da mucosa. Podem ocupar parte da cavidade nasal e prejudicar a respiração e o olfato.

A câmera ajuda a verificar o tamanho, a localização e a extensão aparente dessas formações.

Desvio de septo e alterações estruturais

O septo separa as duas cavidades nasais. Quando existe desvio, uma das passagens pode ficar mais estreita.

O exame também pode identificar aumento dos cornetos e outras alterações que interferem na passagem do ar. Em determinados casos, essas condições fazem parte da avaliação relacionada à rinoplastia funcional.

Crostas, feridas e pontos de sangramento

Pessoas com nariz seco, sangramentos frequentes ou feridas podem apresentar áreas específicas de irritação.

A endoscopia ajuda a localizar o problema e verificar se existem alterações que exigem investigação adicional.

Adenoide aumentada

A adenoide fica na região posterior do nariz e não é facilmente visualizada pela boca. Em crianças, seu aumento pode estar relacionado a obstrução nasal, respiração pela boca, ronco e infecções.

Quando necessário, a endoscopia ajuda a avaliar essa estrutura e a compreender quando a adenoide aumentada pode exigir tratamento cirúrgico.

Endoscopia nasal e tomografia são a mesma coisa?

Não. Os dois exames fornecem informações diferentes e podem ser complementares.

A endoscopia mostra diretamente a superfície interna do nariz, incluindo:

  • cor da mucosa;
  • secreções;
  • crostas;
  • pólipos;
  • pontos de sangramento;
  • movimentação de algumas estruturas.

A tomografia, por outro lado, produz imagens das estruturas ósseas e dos seios da face. Ela permite observar áreas que não podem ser vistas diretamente pela câmera.

Em casos de sintomas repetidos ou suspeita de doença dos seios da face, a endoscopia e exames de imagem podem ajudar a esclarecer a causa.

A necessidade de um ou de ambos depende do quadro clínico. Nem todo paciente que realiza endoscopia precisa de tomografia.

É necessário algum preparo?

Em geral, a endoscopia nasal não exige jejum ou preparo complexo. No entanto, a clínica pode fornecer orientações específicas.

Antes do exame, informe:

  • medicamentos em uso;
  • uso de anticoagulantes;
  • alergias;
  • cirurgias nasais anteriores;
  • gravidez;
  • sangramentos frequentes;
  • reação prévia a anestésicos.

Também é recomendável evitar manipular o nariz pouco antes da consulta, principalmente quando existem crostas ou sangramentos.

Caso seja aplicada anestesia local na garganta, pode ser necessário aguardar a sensibilidade voltar ao normal antes de comer ou beber. Essa orientação depende da extensão do exame.

Existem riscos?

A endoscopia nasal é considerada um procedimento de baixo risco quando realizada por profissional habilitado.

Podem ocorrer:

  • desconforto passageiro;
  • espirros;
  • lacrimejamento;
  • leve sangramento;
  • tosse;
  • gosto amargo causado pelo anestésico;
  • sensação temporária de dormência.

Sangramentos importantes e reações aos medicamentos locais são pouco frequentes, mas devem ser comunicados imediatamente.

Após o procedimento, a maioria das pessoas retoma as atividades normalmente.

Perguntas frequentes

1. A endoscopia nasal pode ser feita em crianças?

Sim, quando houver indicação. O tipo de aparelho, a necessidade de anestésico e a abordagem são adaptados à idade, à colaboração da criança e ao objetivo da avaliação.

2. O exame mostra todos os seios da face?

Não diretamente. Ele permite observar as cavidades nasais e as regiões por onde os seios da face drenam. Para visualizar completamente as cavidades ósseas, pode ser necessária uma tomografia.

3. Quanto tempo dura a endoscopia nasal?

Normalmente, a avaliação dura poucos minutos. O tempo pode variar conforme os sintomas, a anatomia do nariz e a necessidade de examinar regiões adicionais.

4. Posso dirigir depois do exame?

Em geral, sim, pois o procedimento costuma usar apenas medicamentos locais. Caso haja alguma orientação diferente ou uso de outro tipo de medicação, a equipe deverá informar previamente.

5. A endoscopia nasal confirma sinusite?

Ela pode mostrar secreções, inflamação e alterações nas vias de drenagem, mas o diagnóstico considera também os sintomas e o tempo de evolução. Em alguns casos, exames de imagem podem ser necessários.

O exame ajuda a esclarecer sintomas persistentes

A endoscopia nasal permite observar áreas que não ficam visíveis em um exame comum e pode contribuir para investigar obstrução, secreções, pólipos, sangramentos e alterações estruturais.

O procedimento costuma ser rápido e realizado no consultório. No entanto, sua indicação e a interpretação das imagens devem considerar os sintomas e a história de cada paciente.

Quando há obstrução persistente, redução do olfato, sangramentos recorrentes ou sinusites frequentes, é possível marcar uma avaliação com a equipe da CLIAOD.

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